segunda-feira, 13 de agosto de 2012

CEO survey Portugal


Cerca de metade dos ‘chief executive officers’ (CEO) portugueses (45%) confiam no crescimento da receita das suas empresas e nove em cada 10 estão preocupados com os impostos e a instabilidade dos mercados. Esta é uma das conclusões da primeira edição do «CEO Survey Portugal», lançada pela PwC em parceria com a AESE – Escola de Direção e Negócios, no âmbito das sessões de continuidade do Agrupamento de Alumni.

Mais de dois terços dos CEO disseram também que a atual crise tem tido um impacto financeiro direto sobre as respetivas empresas. Muitos admitem estar a utilizar as suas reservas monetárias como um amortecedor para fazer face à contração económica. A nível global, apenas 15% dos CEO acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, sendo que apenas 13% dos CEO portugueses partilham do mesmo positivismo.

Ainda assim, as novas economias emergentes e a mobilidade de bens, capitais e pessoas surgem como fatores de otimismo para os CEO nacionais. Estes apontaram o aumento da quota de mercado (35%) e o crescimento em novos mercados geográficos (29%) como as suas principais oportunidades comerciais durante os próximos 12 meses.

Reconhecendo o crucial papel do governo na definição de políticas que possibilitem o crescimento, 90% dos CEO nacionais consideram ainda que a garantia da estabilidade financeira deve ser a maior prioridade dos governantes.

Quatro anos após o início da crise de financiamento global, os CEO definiram novas estratégias e estão agora mais bem preparados para riscos emergentes. Surge então o maior desafio atual – tornar-se mais local. Neste sentido, globalmente 57% dos CEO afirmam que existirão algumas alterações estratégicas durante o próximo ano, sendo que em Portugal este número ascende aos 71%.
A inovação assume-se como uma prioridade: em Portugal 61% dos inquiridos dá ênfase a novos produtos e serviços dentro dos atuais modelos de negócio.

Também o acesso a talentos é tema da agenda a nível global: um em cada quatro CEO referiu que já teve de cancelar ou adiar iniciativas de crescimento em mercados emergentes por causa de constrangimentos com os talentos existentes. Apesar de tudo, 48% dos CEO portugueses revelam estar muito confiantes no acesso aos talentos necessários para a execução das estratégias das respetivas empresas durante os próximos três anos.

De acordo com António Correia, ‘partner’ da PwC, «este estudo revela que as empresas portuguesas estão a aprender que a sua preparação para a incerteza incide sobre a melhor forma de se conseguirem focar nas consequências das atuais alterações de paradigma dos seus negócios». O responsável refere ainda que têm notado que «as empresas estão a posicionar-se para o crescimento a longo prazo, nos seus mercados prioritários».

O «CEO Survey Portugal»
A primeira edição do «CEO Survey Portugal» surge na sequência do décimo quinto «Global CEO Survey», lançado pela PwC no final de janeiro, em Davos, na Suíça, na conferência anual do Fórum Económico Internacional; este estudo resulta de um inquérito realizado a 1.201 CEO a nível global (já em Portugal foram inquiridos 31 CEO, representando cerca de 500 empresas).

- notícia daqui

- apresentação do estudo aqui

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