quarta-feira, 27 de junho de 2012

Estudo sobre o empreendedorismo na Europa

Principais conclusões

»»» Os europeus apresentam uma atitude positiva perante o Empreendedorismo

- A criação do próprio emprego tem uma reputação maioritariamente positiva na maioria dos países europeus. Em média, mais de dois terços  das pessoas entrevistadas (72%), mostraram uma atitude positiva em relação ao empreendedorismo. Este número que representa um aumento de 3%, comparativamente com o estudo realizado no ano anterior.

- Dos países que participaram no estudo, a Dinamarca (88%), a França (76%) e o Reino Unido (72%) foram os que mostraram uma atitude mais positiva em relação à criação do próprio emprego. Já a Turquia (65%) e a Alemanha (61%) foram os que menos interesse mostraram na temática analisada.


- Tendo em conta o potencial de empreendedorismo na Europa, mais de um terço dos participantes (39%) imagina-se a criar o seu próprio negócio. Independentemente da situação económica atual e dos problemas financeiros que alguns países europeus possam enfrentar, este potencial permanece num nível constante em relação ao estudo de 2010.


- Os suíços (51%), os turcos (50%) e os italianos (42%) foram os participantes que mostraram mais interesse em iniciar o seu negócio, contrariamente aos ucranianos (35%) e aos alemães (27%), que consideraram pouco provável tal situação acontecer.


»»» A nova geração de empreendedores – adolescentes e jovens adultos

- Na Europa, o espírito empreendedor mostrou-se particularmente vasto em participantes com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos de idade. 80% dos inquiridos desta faixa etária afirmou ter uma atitude positiva em relação ao empreendedorismo. Quanto a imaginarem-se a iniciar o seu o seu próprio negócio, 50% respondeu de forma positiva.

- Os jovens participantes naturais da Dinamarca (92%), do Reino Unido (89%), Áustria e Suíça (85%), assim como os da Itália (84%), foram os que apresentaram uma disposição mais positiva, ao contrário dos jovens franceses, que em 2011 foram os que menos interesse mostraram em relação à oportunidade para criarem o seu próprio emprego.


»»» Independência e realização pessoal são os aspectos mais apelativos do empreendedorismo
- Para os participantes deste estudo europeu, dinheiro não foi uma das razões apontadas para arriscarem na criação do seu próprio emprego. Um dos factores mais importantes para iniciarem o seu próprio negócio foi o facto de se poderem tornar independentes de uma entidade empregadora (47%) e a possibilidade de concretizarem as suas próprias ideias, ou seja, a relevância da realização pessoal (40%).


- 25% dos inquiridos salientaram também o facto de poderem conciliar a vida familiar e o lazer com a sua carreira profissional como um dos principais motivos para arriscar no empreendedorismo. Este aspeto é particularmente apelativo para os austríacos (36%), para os dinamarqueses e para os suíços (ambos com 32%).


»»» A privação de conhecimento e aptidões diminuem o entusiasmo empreendedor
- Muitos europeus têm receio em iniciar o seu próprio negócio, pois sentem que não têm o enquadramento económico suficiente para o fazer. 40% dos europeus assume que a ausência de conhecimentos deste âmbito é suficiente para terem receio e não quererem apostar num negócio próprio. Os alemães (48%), os polacos e os espanhóis (46%) foram os participantes que mais contestaram a ausência de conhecimentos e de informação económica.


- Para além deste factor, mais de 36% dos inquiridos têm dúvidas sobre suas capacidades pessoais e os saberes, ou seja, não se sentem bem preparados para serem empreendedores. Os países participantes que mostraram sentir-se menos preparados foram a Turquia (55%) e a França (47%).


»»» Europeus exigem mais informação e formação sobre empreendedorismo
- Para os europeus, é consensual que a educação e a formação são fatores relevantes para qualquer atividade empreendedora. Em média, 68% dos indivíduos que responderam concordam com esta realidade, principalmente os suíços (83%) e os espanhóis (74%). No entanto, apenas 3% dos turcos afirmam que a formação é de facto relevante para empreender.


- A maioria dos europeus, 68%, afiança que deveriam existir mais programas educacionais, de carácter público, para quem pretende iniciar o seu negócio. Os países que mais exigiram esta condição foram, respetivamente, a Espanha e a Ucrânia (73%), seguidos pela Itália (69%).


- Independentemente das ofertas existentes em cada mercado, 46% dos inquiridos acredita não estar bem informado sobre oportunidades de formação para empreendedores. Nomeadamente, os participantes alemães (58%), os espanhóis (55%) e os franceses (53%). Contrariamente a esta realidade, os países que indicam estar bem informados são a Suíça, a Áustria e a Turquia.


»»» Europeus reconhecem o empreendedorismo como algo familiar
- A harmonia entre a família e a carreira profissional são reconhecidos como importantes condições para os europeus. Em média, 71% dos inquiridos afirma que este equilíbrio é efetivamente essencial para a sua vida.
- Contudo, há opiniões muito diferentes em relação aos inquiridos; a Áustria (87%) e a Suíça (84%) são os países que mais valorizaram este contexto, contrariamente à Turquia que não concorda minimamente (apenas 2% dos inquiridos considera importante conciliar a família com o trabalho).


- Para a maioria dos participantes, o empreendedorismo é compreendido como um modelo familiar de trabalho, principalmente para os que têm filhos (76%). De qualquer forma, os inquiridos que não têm crianças também mostraram uma atitude positiva em relação a este modelo (71%). A criação do próprio emprego parece ser muito apelativa para as pessoas que têm descendentes (42% consideram mesmo uma provável alternativa de trabalho).


Retirado daqui

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