As conclusões do estudo de mais de 10 000 organizações de 20 países passam pelo seguinte:
- Em média, as empresas industriais americanas, japonesas e alemãs são as mais bem geridas.
- Empresas de países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia, tendem a ser mal geridas.
- As empresas comerciais americanas e os seus hospitais também são bem geridos, comparando com os padrões internacionais, embora as escolas americanas fiquem abaixo dos padrões dos países desenvolvidos.
- Encontraram-se variações muito significativas nas práticas de gestão em organizações dos mesmos países e dos mesmos sectores, reflectindo a diversidade de níveis de produtividade e rentabilidade dentro dessas indústrias.
- Um dos factores que explica essas variações é a detenção do poder (ownership). Empresas públicas e emrpesas detidas pelos fundadores são normalmente mal geridas, enquanto que multinacionais, com capital disperso e accionistas privados são tendencialmente bem geridas. As empresas familiares são mal geridas quando a gestão é efectuada por membros da família, comparativamente a empresas em que o capital é detido por uma família mas a gestão é feita por um gestor externo à família.
- Mercados competitivos e elevadas competências dos trabalhadores estão associadas a melhores práticas de gestão.
- Mercados laborais menos regulados estão associados a práticas de gestão de incentivos mais avançadas.
Como avaliaram eles (Nicholas Bloom, Christos Genakos, Rafaella Sadun e John Van Reenen) as práticas de gestão, perguntam vocês. Através destas 18 dimensões:
- introdução de técnicas de produção modernas
- razões da introdução das técnicas de produção modernas (moda ou resultado de planeamento estratégico)
- documentação dos processos de melhoria (apenas quando há problemas ou uma preocupação constante e activa?)
- medição da performance
- avaliação da performance
- diálogo acerca da performance
- gestão da responsabilidade (não alcance de objectivos leva a penalizações?)
- equilíbrio de objectivos (apenas financeiros ou mais abrangentes?)
- interligação dos objectivos (objectivos globais ligados aos departamentais e individuais?)
- horizonte dos objectivos (curto prazo ou longo prazo?)
- ambição dos objectivos (fáceis ou desafiadores?)
- clareza dos controlos
- gestão do capital humano (há avaliação e responsabilização pela atracção, retenção e desenvolvimento de talentos?)
- recompensa da performance
- remoção dos fracos contribuidores (quem tem mau desempenho é responsabilizado?)
- promoção dos mais produtivos
- atracção de capital humano (a empresa consegue atrair talento ou os candidatos promissores preferem ir para os concorrentes?)
- retenção do capital humano (a empresa preocupa-se em reter os melhores?)
É interessante notar a importância da função RH nas dimensões das práticas de gestão. Não é apenas a questão de atrair e reter o talento, mas também perceber que as práticas de GRH são críticas para a boa gestão de qualquer organização. Toda a questão da avaliação da performance e da gestão dos objectivos depende imensamente da GRH. Claramente, a GRH é cada vez mais estratégica para a boa gestão das organizações e, como aqui resulta directo, para a sua produtividade e rentabilidade.
P.S. - Quem quiser o estudo completo, dê uma apitadela.
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