No que respeita à revisão desta política, verificou-se um elevado número de empresas a rever alguns aspetos. Nos últimos 12 meses, 63% as empresas introduziram alterações nas marcas e nos modelos de viaturas como uma das principais medidas para fazer face aos principais objetivos, que passavam em grande medida pela redução de custos e pelo alinhamento com as melhores práticas do mercado. Embora se verifique um decréscimo de empresas que pretendem introduzir alterações, os objetivos mantém-se para o futuro.
Por comparação entre Portugal e Espanha, por exemplo, as empresas portuguesas demonstram ter tido maior necessidade de introduzir alterações na sua política automóvel. Enquanto em Portugal essas alterações foram motivadas pela necessidade de redução de custos em 90% das empresas, em Espanha as alterações por redução de custos foi feita por 58% das empresas, número equivalente ao verificado no Reino Unido.
Segundo Sandra Bento, consultora da Towers Watson, «as viaturas e os subsídios continuam a ser muito populares em toda a Europa e representam uma parte considerável do pacote de benefícios de muitos colaboradores». A especialista refere ainda: «Em Portugal, a opção de dinheiro como alternativa à viatura é muito reduzida em todas as categorias de empregados elegíveis e os critérios de elegibilidade continuam a ser na maior parte dos casos uma questão de ‘status’. As empresas procuram maneiras de recompensar os seus colaboradores-chave e, com a pressão de manter os aumentos salariais e a remuneração variável para um mínimo, o benefício automóvel mantém-se como uma alternativa de aumento de remuneração total, e em Portugal a viatura é um dos benefícios mais valorizados pelos colaboradores.»
Eficiência fiscal e iniciativas «verdes»
Em toda a Europa, a eficiência fiscal é um dos fatores mais importantes para as empresas que decidem proporcionar o benefício automóvel. Em países onde há uma maior eficácia fiscal para o benefício da empresa, os empregadores estão mais propensos a atribuir viatura; porém, em Portugal, embora a eficiência fiscal tenda a diminuir, a atribuição de viatura tem-se mantido praticamente inalterada.
Cerca de um terço das empresas que reviram a sua política nos últimos meses procuram introduzir políticas ambientais mais favoráveis e o objetivo é continuar a fazê-lo no futuro.
Sandra Bento refere ainda: «O crescimento de opções de carros verdes foi impulsionado pelo agravamento da carga fiscal que muitos países têm colocado sobre a emissão de gases poluentes. Vários países, incluindo Portugal, implementaram políticas fiscais baseadas nos níveis de emissões de dióxido de carbono. Por outro lado, e consciente das alterações ambientais, as empresas têm em grande medida incentivado os colaboradores a viajar menos e a usar ferramentas informáticas, como a teleconferência, desta forma contribuindo para um ambiente mais saudável. Em muitos países, é cada vez mais caro possuir veículos altamente poluentes, enquanto os veículos ecologicamente eficientes podem ser subsidiados com benefícios fiscais. Na Towers Watson, antecipamos que essa se torne uma tendência a seguir nas empresas nos próximos anos.»
De assinalar que o relatório «Company Car», da Towers Watson, é um estudo de políticas e práticas de automóveis e que inclui informação bastante completa sobre a política automóvel das empresas. Trata-se da décima sexta edição, que abrangeu mais de 40 países na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) e está disponível para empresas participantes e não-participantes.
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