domingo, 30 de setembro de 2012

Liderança destrutiva

A maior parte das pessoas que investiga, escreve ou fala sobre liderança apresenta-a sempre como algo positivo, com potencial para resolver todos os problemas e mudar o Mundo. Alguns investigadores, pelo contrário, têm-se dedicado a estudar o lado mais escuro da liderança, os seus aspectos e impactos negativos. É a isso que chamam de liderança destrutiva.

Num artigo de 2007, Einarsen, Aasland e Skogstad propõem uma definição para o que outros antes deles tinham apelidado de supervisores abusivos, líderes prejudiciais à saúde, tiranos mesquinhos, bullies, líderes descarrilados, chefes intoleráveis, psicopatas e líderes tóxicos. Definem então liderança destrutiva como:

"o comportamento sistemático de um líder, supervisor ou gestor que viola o interesse da organização ao sabotar os objectivos, tarefas, recursos e eficácia da organização ou a motivação, bem-estar ou satisfação dos seus subordinados"

Os autores consideram comportamentos destrutivos aqueles que prejudicam directamente a organização ou as pessoas que trabalham com eles. Podem ser comportamentos agressivos ou passivos (não garantir a segurança de um trabalhador, por exemplo, ou não lhe transmitir informação importante para o seu trabalho). Não tem necessariamente que haver uma intenção maliciosa do líder, o que significa que a mera ignorância, incompetência ou insensibilidade do líder, desde que sistemática, cabe nesta definição. O requisito do comportamento ser sistemático exclui da definição atitudes negativas que ocorram esporadicamente (um dia mau, uma distracção pontual, etc.).

Os autores propõem um modelo de comportamento de liderança consoante as consequências do comportamento do líder:



Assim, teríamos uma liderança construtiva quando o líder tem comportamentos benéficos quer para a organização quer para os subordinados. Os outros comportamentos possíveis constituem liderança destrutiva. 

O líder tirano é aquele que destrói a motivação, bem-estar e satisfação dos subordinados com a desculpa de que o faz para o bem da organização.Correspondem ao estilo autoritário ou autocrático dos modelos mais tradicionais de comportamentos de liderança. Estes líderes conseguem por vezes bons resultados para a organização e são avaliados pelos superiores de forma muito distinta do que fazem os subordinados.

O líder apoiador-desleal é aquele que se preocupa com os subordinados enquanto prejudica a organização. Estes líderes subtraem recursos à organização, atribuem benefícios exagerados aos subordinados e, por vezes, encorajam os subordinados a terem comportamentos prejudiciais ao interesse da organização.

O líder descarrilado é aquele que apresenta comportamentos prejudiciais aos subordinados (bullying, humilhação, manipulação, assédio, etc.) enquanto também prejudica a organização (absentismo, roubo, fraude, etc.). Este comportamento pode resultar de várias causas: dificuldades no desempenho, dificuldade de adaptação da novas situações, dificuldade de desenvolvimento de novas competências, insensibilidade, etc.. Muitas vezes verifica-se também que o líder tem dificuldades em distinguir entre o o seu interesse e o interesse da organização.

1 comentário:

Anónimo disse...

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