sábado, 14 de julho de 2012

Produzir vantagem competitiva sustentada através da gestão de pessoas

Num artigo de 1995 na Academy of Management Executive, Jeffrey Pfeffer considera que, mais do que a indústria em que actuam (visão tradicional da corrente da economia industrial), são as pessoas o principal responsável pelo sucesso das organizações. E isso consegue-se trabalhando com as pessoas, em vez de as tratar como um mero input produtivo facilmente substituível. Esta nova relação de trabalho entre a organização e as pessoas concretiza-se num conjunto de práticas de GRH compiladas pelo autor:


- estabilidade/segurança no emprego


- selectividade no recrutamento


- salários acima da média (mais do que peanuts, portanto)


- prémios de desempenho


- participação dos trabalhadores no capital da organização


- partilha de informação


- participação e empowerment


- equipas auto-geridas


- ênfase na formação e desenvolvimento dos trabalhadores


- flexibilidade e formação em áreas diversas


- ausência de símbolos de estatuto (como as cantinas para os directores, etc.)


- compressão salarial


- preferência ao recrutamento interno

A aplicação de todas estas práticas revelar-se-ia uma grande revolução cultural em muitas empresas. A maioria dos gestores terá dificuldade em abdicar dos símbolos de estatuto que foi acumulando na carreira, em partilhar a informação (normalmente a não partilha de informação é que é vista como fonte de poder), etc., etc.

Também é uma posição que é algo criticada porque não é muito sustentada cientificamente. É difícil encontrar empresas que pratiquem as 13 e compará-las com outras que não pratiquem nenhuma. Por outro lado, muitos críticos destas chamadas high performance work practices consideram que a relação causal é inversa. Ou seja, consideram que não são estas práticas de GRH que geram o sucesso nas organizações, mas que, pelo contrário, apenas as organizações de sucesso terão condições para aplicar estas práticas.

O que vos parece?

(como habitual, quem quiser o paper, é só pedir)

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