(director da HR Portugal)
Hoje em dia, o que as empresas mais procuram são características e qualidades muito para além das competências técnicas de cada um dos cursos – embora comece logo por ter grandes dúvidas que três anos sejam suficientes para transmitir as bases técnicas que vão servir de alicerce a uma carreira profissional.
Mas o gap é ainda muito maior nas outras características, mais pessoais que, e enfim, separam e distinguem os candidatos e colaboradores uns dos outros.
Ter uma atitude positiva, motivada, ser um bom comunicador e com um bom marketing pessoal, demonstrar bons índices de confiança, apresentar casos em que soube lidar bem com a crítica, revelar como é um trabalhador de equipa, que tem uma grande capacidade de se adaptar às mudanças, compõem as variáveis que são muito importantes na escolha de candidatos.
A capacidade de argumentação, a capacidade de se adaptar a uma resposta negativa, a relação empática perante o seu interlocutor, a facilidade de criar contactos e relações, são actualmente factores críticos de sucesso das pessoas.
Contudo, as nossas universidades não se têm adequado a estas alterações, colocando todo o seu ênfase nas componentes técnicas. E deste modo assistimos a um fosso entre o que as empresas e as organizações necessitam e o que são as competências e conhecimentos dos nossos jovens trabalhadores.
São poucas as instituições que se preocupam com estas soft skills. Algumas já começam a dar os primeiros passos nesse sentido, o que é de aplaudir. Mas deveria ser uma obrigatoriedade de todas.
2 comentários:
Concordo plenamente. e parece que as pessoas tem medo de mostrar o melhor que tem delas (ou será que não tem de todo?)
as soft skills são muito pouco fomentadas na "escola". por um lado, não é isso que os professores melhor dominam. por outro lado, cada vez há menos tempo para tentar transmitir mais conhecimentos
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